Estava saindo super feliz do meu apartamento, porém, enquanto esperada o elevador, deparei-me com aquela velha misteriosa. Sempre tive absoluta certeza de que tratava-se de uma terrível bruxa, mas quem acreditaria em uma pequena criança de sete anos? Minha mãe sempre diz que ela é apenas uma confeiteira. Pode até ser, mas criancinhas indefesas são o seu ingrediente principal.
Ela veio se aproximando, se aproximando, fitando-me como se estivesse planejando uma nova receita malígna.
-- Oi Renatinha! -- disse ela.
Meu Deus! Ela sabe o meu nome! Será que já estou na receita para o próximo bolo?
--Você quer entrar e fazer um lanchinho? -- continuou.
A oportunidade que eu tanto esperava para desmascará-la e entregá-la para a Associação Anti-Bruxística, igual a do livro "As Bruxas da Cidade" que li um dia desses. Por isso, mesmo correndo um enorme risco de vida, aceitei o convite.
Que bruxa do 71 que nada! A pior é a do 1425 e agora, eu estava prestes a entrar no seu ninho de maldades.
Ela abriu a porta. O ambiente era escuro, mas ainda conseguir ver em cima da mesa um imenso bolo. Seria ele feito do Tiaguinho? Ele não desceu hoje para brincar. Pobre menino... Porém, ao olhar mais atentamente, percebi que a minha foto estava estampada nele. Acho que vou ser a cobertura!
E quando eu menos esperava, seus adeptos pularam de trás dos móveis usando chapéis em forma de cone. Alguns tinham até mesmo língua que ficavam imensas para logo em seguida encolherem-se. De repente, todos começaram a cantar em coro alguma coisa. Provavelmente é algum ritual de feitiçaria.
Opa! Essa música não me é estranha...
--Parabéns pra você, nesta data querida.
Tudo isso era apenas uma festa surpresa de aniversário que minha mãe organizou. E mesmo tendo feito um bolo magnífico, para mim, a Dona Mirtes será eternamente a "Bruxa do 1425".
=*

1 comentários:
auishauisohaosiua,
muito engraçado, adorei!
Beijos ;*
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